Este blog é dedicado a todos os amantes da Natureza e ao público em geral. Mas principalmente aqueles que se interessam pelo fascinante mundo dos Lepidópteros (Borboletas). Além de tudo, este blog é um guia onde o leitor poderá conhecer e identificar as mais variadas espécies de borboletas existentes um pouco por todo o mundo.

domingo, 13 de janeiro de 2019

EUMORPHA LABRUSCAE - (Linnaeus, 1758)


. Características: Vulgarmente conhecida por "Esfinge Gaudy" esta borboleta nocturna pertence á família dos Esfingídeos (Sphingidae). Como todos os esfingídeos o seu corpo é grosso e robusto, e as suas asas estreitas e ponteagudas. As asas anteriores são verdes com uma mancha verde-escura triangular que atravessa o centro da asa, onde também existe uma pequena marca acastanhada. As asas posteriores possuem cores vivas e brilhantes, com faixas em tons de negro, azul, vermelho e branco. O seu corpo é igualmente verde, com uma fila de pontos brancos na zona lateral do abdómen. A fêmea é idêntica ao macho. A sua envergadura varia entre os 9 e os 11 cm de comprimento.


. Habitat: Pode ser encontrada em vários tipos de habitat, como zonas rurais ou suburbanas, em regiões tropicais ou subtropicais, onde existam as suas plantas hospedeiras. Distribui-se desde América Central, estendendo-se até alguns países da América do Sul, desde o Texas, Arizona, Flórida, México, Índias Ocidentais até ao norte da Argentina.

. Período de voo: Nas regiões a Norte uma geração de Setembro a Novembro. Mais a Sul, várias gerações ao longo do ano.














. Alimentação: A lagarta desta espécie é impressionante. Assim, além do seu padrão de camuflagem, possui outros métodos de defesa contra os seus predadores. Nos primeiros instares de vida, é verde com um apêndice preto em forma de chicote na ponta do último segmento do corpo. Á medida que vai crescendo, torna-se castanho-violáceo com manchas verde-claras entre os segmentos laterais do corpo. Mais tarde, o seu padrão muda para tons de castanho-escuro e claros, com faixas e marcas, e duas manchas ocelares em forma de olhos na zona lateral junto á cabeça e outra no último segmento do apêndice. Este apêndice serve para intimidar os predadores, agitando-o para a frente e para trás quando se sente ameaçada. Bem como os olhos falsos que possui perto da cabeça, a lagarta encolhe a cabeça para dentro do seu corpo fazendo sobressair os falsos olhos, adoptando uma postura e camuflagem semelhante a uma pequena serpente. No último instar o apêndice desaparece ficando a mancha ocelar brilhante que parece piscar sempre que a lagarta mexe este segmento, as manchas laterais verdes também desaparecem. Alimenta-se de plantas do género Vitis e cissus da família (Vitaceae), bem como de plantas da família Asteraceae. Na fase da metamorfose a lagarta desce até ao solo, onde irá construir uma câmara subterrânea na qual irá pupar.














. Observação importante: Existem cerca de 23 espécies do género Eumorpha.





domingo, 6 de janeiro de 2019

PHRAGMATOBIA LUCTIFERA - (Denis & Schiffermuller, 1775)


. Características: Esta borboleta nocturna pertence á família Erebidade. As asas anteriores são cinza-escuro ou negro fusco, enquanto as posteriores são cinza-claro, com uma pequena mancha amarela na margem interna junto ao corpo. O seu corpo é igualmente amarelo com pintas pretas, e o seu tórax exibe um tufo de pelos negros. A fêmea é idêntica ao macho, sendo as manchas amarelas um pouco menores que as do macho. A sua envergadura varia entre os 3,5 a 4 cm de comprimento.


. Habitat: Habita zonas abertas com pouca vegetação ou vegetação rasteira, como campos e pradarias, ou encostas rochosas. Distribui-se pela Europa Central, Ásia temperada até ao Japão.

. Período de voo: Os adultos voam de Maio a Julho, em duas gerações.











. Alimentação: A lagarta é peluda, de cor castanho-negro e apresenta uma linha laranja longitudinal sobre o dorso. A lagarta é polífaga e alimenta-se de várias espécies de plantas entre as quais; Rubus, Atriplex, Cynoglossum, Plantago, Veronica, Stellaria, Galium, Hieracium, Euphorbia. Na fase da metamorfose a lagarta tece um frágil casulo de seda que reveste exteriormente com os pelos do seu corpo.












. Observação importante: Esta espécie está na categoria de vulnerável ou ameaçada de extinção em algumas partes da Europa Central, devido á dramática perda do seu habitat. Existem cerca de onze espécies do género Phragmatobia.