Este blog é dedicado a todos os amantes da Natureza e ao público em geral. Mas principalmente aqueles que se interessam pelo fascinante mundo dos Lepidópteros (Borboletas). Além de tudo, este blog é um guia onde o leitor poderá conhecer e identificar as mais variadas espécies de borboletas existentes um pouco por todo o mundo.

domingo, 9 de setembro de 2018

DYNAMINE POSTVERTA - (Cramer, 1780)


. Características: Esta borboleta pertence á família dos Ninfalídeos (Nymphalidae), e é uma espécie com dimorfismo sexual, ou seja, existem diferenças acentuadas entre os dois sexos. Assim, as asas do macho são de um brilhante verde-azulado metálico, com as extremidades negras e quatro pequenas manchas pretas nas asas anteriores. A face inferior é branca com faixas estreitas castanhas-alaranjadas e um par de ocelos negros com núcleo azul nas asas posteriores. A fêmea ao contrário do macho é castanho-escura, com várias manchas brancas nas asas anteriores, e duas faixas oblíquas brancas que atravessam o centro das asas, que são acompanhadas por outra faixa na submargem das asas posteriores com dois ocelos negros de núcleo azul. A sua envergadura situa-se nos 3,5 cm de comprimento.


. Habitat: Habita as florestas tropicais e subtropicais, orlas e trilhos de floresta, margens de cursos de água e pastagens, até ao 900 metros de altitude. Distribui-se pela América Central e América do Sul, desde o México até á Argentina. Durante a manhã pode ser vista pousada entre a folhagem da vegetação com as asas entre-abertas aquecer-se ao sol. Também é comum encontrá-la pousada em locais húmidos a absorver os sais minerais aí existentes.

. Período de voo: Ao longo do ano em várias gerações.










. Alimentação: As lagartas no último instar são de cor verde-claro com uma risca esbranquiçada ao longo do dorso, e apresentam vários tubérculos espinhosos em forma de roseta de cor castanho-rosado. Alimentam-se de plantas da família Euphorbiaceae, entre as quais; Tragia e Dalechampia. Na fase da metamorfose a lagarta tece um ponto de seda numa folha ou ramo da planta hospedeira, onde se fixa de cabeça para baixo para se transformar em crisálida.







. Observação importante: Existem cerca de 40 espécies do género Dynamine.





domingo, 2 de setembro de 2018

HAEMATERA PYRAME - (Hubner, 1819)


. Características: Esta borboleta pertence á família dos Ninfalídeos (Nymphalidae). A face superior das suas asas são castanho-escuro com as extremidades pretas nas asas anteriores, e uma faixa vermelha no centro, estendendo-se para o meio das asas posteriores, cujas partes restantes são de um castanho-escuro com reflexos roxo-azulado que varia de acordo com a incidência da luz. A face inferior apresenta um padrão que se confunde com a areia do solo, oferecendo-lhe uma camuflagem eficaz. A fêmea distingue-se do macho por ter a faixa vermelha só nas asas anteriores e por não exibir os reflexos roxos nas asas posteriores. A sua envergadura varia entre os 4,5 e os 5 cm de comprimento.



. Habitat: Habita as florestas tropicais e subtropicais, bem como savanas, estradas de terra batida, trilhos e margens de rios, onde é vista pousada no solo húmido a absorver os sais minerais. Distribui-se pela América Central e América do Sul, desde a Nicarágua, Peru, Brasil, até á Argentina.

. Período de voo: Ao longo do ano em várias gerações.









. Alimentação: A lagarta é verde e exibe na cabeça dois longos espinhos ramificados escuros. Possui também no último segmento do seu corpo dois pequenos apêndices semelhantes a duas pequenas caudas. Alimenta-se de plantas como Serjania e de Urvillea ulmacea da família Sapindaceae. Na fase da metamorfose a lagarta tece um ponto de seda num ramo ou folha da planta hospedeira onde se fixa de cabeça para baixo para se transformar em crisálida.





. Observação importante: É a única espécie do seu género. Os adultos também se alimentam de frutos em decomposição.






domingo, 19 de agosto de 2018

GÉNERO MORPHO



. Morpho é um género de borboletas predominantemente azuis, classificadas na família Nymphalidae. A aparência distinta destas borboletas torna-as em certa parte, facilmente reconhecíveis devido ao seu colorido iridescente, pois apresentam azuis, violeta e verdes, de um brilhante tom metálico. Estas cores não se formam por pigmentação mas sim por iridescência através de coloração estrutural: as escamas microscópicas que compõem as suas asas reflectem repetidamente a luz incidente em várias camadas sucessivas, criando efeitos de interferência que dependem em ambos o comprimento de onda e ângulo de incidência/observação. Deste modo, as cores produzidas variam com o ponto de observação, contudo, são consideravelmente uniformes, talvez porque as suas escamas estão estruturadas como tetraedros, ou talvez devido a difracção nas camadas celulares inferiores. A estrutura lamelar das asas destas borboletas foi estudada como modelo para o desenvolvimento de tecido bio-mimético, tintas sem corantes e tecnologia anti-falsificação para uso em notas.
As lamelas iridescentes estão presentes apenas na parte superior das asas, deixando a parte inferior predominantemente castanha. Essa mesma parte está decorada com regiões circulares maioritariamente escuras denominadas de ocelos. Em alguns membros do género, como Morpho godarti, as lamelas dorsais são tão brilhantes que os ocelos podem ser vistos através delas. Embora nem todas as borboletas morpho exibam cores iridescentes, todas elas têm ocelos. Na maioria das espécies apenas os machos são fortemente coloridos, o que corrobora a teoria que a coloração é usada para comunicação intra-sexual entre eles. As lamelas reflectem até 70% da luz incidente, incluindo UV. Pensa-se que os olhos destas borboletas possuem alta sensibilidade á luz ultravioleta e que deste modo os machos conseguem ver-se uns aos outros a longas distâncias. Algumas espécies sul-americanas foram reportadas como visíveis até extensões de um quilómetro.





Contudo, nem todos estes insectos são azuis, existem um número de outras espécies dotadas de laranjas-torrados, fulvos ou castanhos-escuros (Morpho hecuba, Morpho telemachus). Certas espécies são principalmente brancas, entre elas estão Morpho catenarius e Morpho laertes. Uma invulgar borboleta morpho que é fundamentalmente branca, mas que exibe um esplêndido púrpura de pérola juntamente com um verde iridescente, é a rara Morpho sulkowskyi. Algumas espécies dos Andes são pequenas e delicadas como a Morpho lympharis
Entre as que possuem azuis metálicos, a Morpho rhetenor destaca-se como a mais brilhante, com a Morpho cypris relativamente semelhante. Esta última é notável pois os espécimes que são montados em colecções exibem diferentes cores nas suas asas quando não são colocados numa posição completamente plana.
As borboletas Morpho podem ir de uma envergadura de pouco mais de 7 cm até a uns impressionantes 20 cm.

















Estas borboletas vivem nas florestas tropicais da América Central e do Sul desde o México, Costa Rica, Guiana, Venezuela e Brasil. Mas também estão adaptadas a uma larga variedade de florestas, como as florestas caducas da Nicarágua. Podem ser encontradas desde o nível do mar até aos 1400 metros de altitude.