Este blog é dedicado a todos os amantes da Natureza e ao público em geral. Mas principalmente aqueles que se interessam pelo fascinante mundo dos Lepidópteros (Borboletas). Além de tudo, este blog é um guia onde o leitor poderá conhecer e identificar as mais variadas espécies de borboletas existentes um pouco por todo o mundo.

domingo, 16 de outubro de 2016

HEBOMOIA GLAUCIPPEM _ (Linnaeus, 1758)


. Características: Esta bonita borboleta é uma das maiores da sua família e pertence á família dos Pierídeos (Pieridae). As suas asas são brancas com uma mancha de cor laranja-vivo, marginada de negro, nas extremidades da zona apical e subapical das asas anteriores. A face inferior possui um padrão semelhante ao de uma folha seca, dando-lhe uma camuflagem eficaz. A fêmea por sua vez distingue-se do macho por possuir a mancha laranja mais clara, e possuir pequenas pintas negras de formato triangular ao longo das extremidades das asas posteriores. A face inferior é idêntica em ambos os sexos. A sua envergadura varia entre os 8 e os 10 cm de comprimento.


. Habitat: Pode ser encontrada em vários tipos de habitat desde planícies e pastagens, vales, margens de cursos de água e florestas tropicais do Sul e Sudeste Asiático, até ao Japão. As borboletas alimentam-se do néctar das flores de plantas arbustivas do género Lantana da família Verbenacea. Por vezes os machos são vistos em pequenos grupos pousados no chão húmido a absorver os sais minerais.

. Período de voo: Pode ser vista ao longo de quase todo o ano em várias gerações, principalmente em regiões tropicais. 














. Alimentação: A lagarta tem um aspecto muito peculiar, é de cor verde, com aspecto granulado e minúsculos pontos ou traços semelhantes a escamas. Possui também uma franja na zona lateral do corpo que vai desde a cabeça até ao último par de patas, dando-lhe uma aparência achatada. Na zona lateral a seguir á cabeça apresenta duas manchas, uma de cor laranja e outra azul, em forma de olhos, que lhe dá um aspecto intimidador e semelhante ao de uma pequena serpente. Alimenta-se de plantas da família Capparaceae entre as quais: Capparis monii, Capparis roxburghii, Capparis cantoniensis e Capparis sepiaria. Na fase da metamorfose tece uma cinta de seda á sua volta, onde se prende a um ramo ou folha da planta hospedeira.













. Observação importante: A borboleta é tóxica, pois as suas asas possuem uma toxina denominada glacontryphan-M que são constituintes activos do mesmo veneno produzido pelo molusco do género Conus. Existem cerca de 27 subespécies do género Hebomoia.







domingo, 9 de outubro de 2016

SIPROETA STELENES - (Linnaeus, 1758)


. Características: Também conhecida popularmente por "malaquita", nome de um mineral que lhe foi atribuído devido ao devido ao verde brilhante das suas asas, esta borboleta pertence á família dos Ninfalídeos (Nymphalidae). As suas grandes asas são de cor negro-acastanhado, com faixas e manchas verde-amareladas brilhantes. As extremidades das asas posteriores são onduladas e possuem duas pequenas caudas.. A face inferior é castanho-alaranjado com manchas verde-água. A fêmea é idêntica, mas ligeiramente maior que o macho. A sua envergadura varia entre os 8,5 e os 10 cm de comprimento.


. Habitat: Habita as clareiras e orlas de florestas tropicais e subtropicais, bem como trilhos e estradas de terra batida, pedreiras, margens de rios, até aos 1400 metros de altitude. Desde América Central até América do Sul. Além de se alimentar do néctar das flores, também é atraída pelos excrementos de animais dos quais extrai os seus fluidos, bem como frutos maduros ou putrefactos. Por vezes também é encontrada pousada no solo húmido a absorver os sais mineralizados. No final do dia recolhe-se repousando debaixo das folhas da vegetação baixa.

. Período de voo: Voa ao longo de quase todo o ano em duas gerações, dependendo da região. A borboleta hiberna no Inverno nas regiões extremas do Norte.
















. Alimentação: As lagartas são negras cobertas por numerosos espinhos vermelhos. Possui também sobre a cabeça dois espinhos pretos mais alongados semelhantes a duas antenas. Alimentam-se de plantas da família Acanthaceae, entre as quais; Ruellia, Justicia ou Blechum. Na fase da metamorfose estas tecem um ponto de seda num ramo ou folha da planta hospedeira, onde se penduram de cabeça para baixo para se transformarem em crisálidas.
















. Observação importante: Existem 3 espécies do género Siproeta. Esta espécie pode ser confundida coma a Philaethria dido, devido á sua cor e padrão, mas distingue-se facilmente desta pelo formato das suas asas.







domingo, 2 de outubro de 2016

SMYRNA BLOMFILDIA - (Fabricius, 1781)



. Características: É uma borboleta neotropical e pertence á família dos Ninfalídeos (Nymphalidae). As suas asas são amarelo-alaranjado, com metade da área apical e subapical de cor negra, com três pintas brancas nas asas anteriores. A fêmea por sua vez distingue-se do macho por ser mais escura, castanho-avermelhado com uma faixa branco-creme que separa as duas cores das asas anteriores. A face inferior é idêntica em ambos os sexos, apresentando linhas e manchas acastanhadas em forma de mosaico. Apresenta ainda quatro pequenos ocelos nas asas posteriores, dos quais um é de cor negra com núcleo branco. A sua envergadura varia entre os 7,6 e os 9 cm de comprimento.



. Habitat: Habita as florestas tropicais e subtropicais da América Central, podendo estender-se até alguns países da América do Sul, até aos 1200 metros de altitude. As borboletas alimentam-se da seiva das árvores e de frutos maduros ou putrefactos. Por vezes, também são encontradas em pequenos grupos pousadas no solo húmido ou em paredes rochosas a absorverem os sais minerais aí existentes.

. Período de voo: Pode ser vista ao longo do ano em várias gerações.

















. Alimentação: A lagarta é verde-clara com espinhos ramificados e manchas marmoreadas pretas sobre o dorso. A cabeça é de cor acastanhada com dois espinhos alongados e em forma de chifres. Na fase de pré-pupa a lagarta torna-se de cor rosada. Alimenta-se de Urera baccifera da família Urticaceae. Na fase da metamorfose esta tece um ponto de seda que adere a um ramo ou folha da planta hospedeira, onde se fixa de cabeça para baixo para se transformar em crisálida.















. Observação importante: Existem duas espécies do género Smyrna.