Este blog é dedicado a todos os amantes da Natureza e ao público em geral. Mas principalmente aqueles que se interessam pelo fascinante mundo dos Lepidópteros (Borboletas). Além de tudo, este blog é um guia onde o leitor poderá conhecer e identificar as mais variadas espécies de borboletas existentes um pouco por todo o mundo.

domingo, 15 de maio de 2016

EUDOCIMA SALAMINIA - (Cramer, 1777)


. Características: Esta borboleta nocturna pertence á família dos Noctuídeos (Noctuidae). As suas asas anteriores possuem uma grande mancha triangular central de cor verde escura, que ocupa quase toda a área das suas asas, deixando uma margem larga e acentuada de cor cinza-esbranquiçado em toda a sua periferia. As posteriores são de cor laranja, com uma mancha negra em forma de vírgula no seu centro, e uma faixa também negra nas extremidades das asas. Quando está em repouso e com as asas fechadas assemelha-se a uma folha, confundindo-se com o meio ambiente. Ambos os sexos são idênticos, sendo a fêmea ligeiramente maior que o macho. A sua envergadura varia entre os 7 e os 8 cm de comprimento.


. Habitat: Habita os planaltos tropicais húmidos, bem como culturas de pomares, onde encontra o seu alimento nas árvores de fruto. A sua distribuição estende-se desde a Índia, Sudeste Asiático, Austrália e Ilhas do Pacífico.

. Período de voo: Voa durante todo o ano, com menor atividade durante os meses mais secos, quando a disponibilidade de frutas também diminui.










. Alimentação: A lagarta nos últimos instares é castanha-acinzentada, exibindo duas grandes manchas negras circulares em forma de olhos contornadas a branco e vermelho ou laranja, que lhe dá um aspeto intimidador, tirando assim proveito do seu padrão para assustar os predadores. Alimenta-se de plantas da família Menispermaceae como Stephania japonica e Sarcopetalum harveyanum. Na fase da metamorfose constrói um casulo em seda entre as folhas da planta hospedeira.








Observação importante: Os adultos são uma praga nas plantações de frutas. Eles perfuram a fruta com a língua para sugar o seu suco. Após a fruta ter sido perfurada, torna-se assim vulnerável para fungos e outros micro-organismos causando prejuízos.








domingo, 8 de maio de 2016

SIPROETA EPAPHUS - (Latreille, 1813)


. Características: Esta borboleta pertence á família dos Papilionídeos (Papilionidae). Possui asas grandes e pretas, atravessadas por uma faixa branca no centro e na vertical, onde a zona apical e subapical das asas anteriores são castanho-alaranjado ou ocre. As asas posteriores são recortadas e terminam em duas pequenas caudas. A face inferior é idêntica, mas em tons acastanhados. Ambos os sexos são idênticos, e a sua envergadura varia entre os 7,5 e os 8,5 cm de comprimento.


. Habitat: Habita regiões tropicais e subtropicais, como clareiras e orlas de florestas, margens de rios e pastagens, até aos 1800 metros de altitude. Distribui-se pela América Central até América do Sul. Pode ser encontrada isolada ou aos pares de dois ou três indivíduos, pousada em locais húmidos onde gosta de absorver os sais mineralizados aí existentes.

. Período de voo: O seu voo vibrante é rápido e deslizante. Voa durante todo o ano em várias gerações.









. Alimentação: A lagarta no último instar do seu crescimento é negra, coberta por espinhos ramificados amarelos e duas fileiras de espinhos castanhos-alaranjados na zona lateral. Possui também dois espinhos alongados na cabeça semelhantes a dois chifres. Alimenta-se de plantas da família Acanthaceae, como Ruellia ou Blechum. Na fase da metamorfose esta tece uma "almofada" de seda num ramo ou folha da planta hospedeira, onde se fixa de cabeça para baixo, para se transformar em crisálida.







. Observação importante: Existem três espécies do género Siproeta.








domingo, 1 de maio de 2016

HELICONIUS SAPHO - (Drury, 1782)


. Características: Esta borboleta diurna pertence á família dos Ninfalídeos (Nymphalidae), e caracteríza-se por possuir asas longas e estreitas, principalmente as anteriores. As suas asas são negras, com reflexos azuis iridiscentes e uma grande mancha branca na zona subapical das asas anteriores. As asas posteriores possuem as margens delineadas a branco. A face inferior é idêntica, no entanto, possui pequenas manchas vermelhas pontiagudas, na zona basal junto ao corpo. Ambos os sexos são idênticos. A sua envergadura varia entre os 7 e os 8 cm de comprimento.


. Habitat: Habita as clareiras das florestas tropicais e subtropicais da América Central, estendendo-se até á Colômbia e Equador, até aos 2000 metros de altitude. Os machos são territoriais e defendem o seu espaço de possíveis rivais com voos rápidos e curtos, regressando ao seu posto de vigia. Ao fim do dia juntam-se em grupos, empoleirando-se entre os ramos e folhagem das árvores e arbustos.

. Período de voo: Pode ser encontrada ao longo do ano, em várias gerações.










. Alimentação: As lagartas são gregárias e nos primeiros instares são esverdeadas, com longos espinhos negros. Mais tarde tornam-se amarelas, com as patas e cabeças negras. Por fim, na fase de pré-pupa, ficam esbranquiçadas. Alimentam-se de plantas da família Passifloraceae como; Passiflora auriculata, e Passiflora vitifolia. Na fase da metamorfose estas tecem uma almofada de seda numa folha ou ramo da planta hospedeira, onde se fixam de cabeça para baixo, para se transformarem em crisálida.






. Observação importante: Os machos fecundam as fêmeas quando estas ainda estão a emergir das crisálidas, ou logo após a sua emergência. Esta espécie é mimética da Heliconius cydno. Existem cerca de 39 espécies do género Heliconius.






domingo, 24 de abril de 2016

NOVA BORBOLETA DESCOBERTA NO ALASCA



. Uma nova espécie de borboleta foi descoberta recentemente no estado americano do Alasca, a primeira descoberta do tipo nos últimos 28 anos. O espécime pertence ao género Oeneis, cujos membros são vulgarmente conhecidos como borboletas do Ártico, e acredita-se ser a única borboleta endémica do Alasca.
O especialista em borboletas, Andrew Warren, da Universidade da Flórida, sugere que a borboleta recém descoberta possa ser uma híbrida, nascida de um cruzamento entre as espécies de Chryxus do Ártico e White-veined do Ártico, duas espécies relacionadas que se adaptaram ao clima frio do Ártico durante a última Era Glacial, por volta de 28.000 a 14.000 anos atrás.
A nova espécie de borboleta foi batizada de Tanana do Ártico, ou Oeneis tanana em Latim. De acordo com o relatório, ela estava escondida "debaixo dos narizes dos cientistas" por mais de 60 anos devido ás suas semelhanças físicas com a espécie Chryxus do Ártico. Isso até Warren perceber suas características distintas, enquanto organizava coleções de borboletas. 



. Na foto Andrew Warren






. Ele descobriu que a borboleta Tanana do Ártico é maior e mais escura que a Chryxus do Ártico e tem uma aparência "fosca", em razão das manchas brancas estendidas na parte inferior das suas asas. Também descobriu que o ADN da espécie é único, embora se pareça muito com o genes da borboleta White-veined do Ártico. Estes argumentos apoiam ainda mais a hipótese de que a Tanana do Ártico possa exibir traços híbridos. Warren afirma que isto pode revelar os segredos da história geológica da América do Norte ártica e a evolução das espécies híbridas, incomuns no mundo animal mas frequentes em plantas.

Outras espécies do género Oeneis são encontradas em lugares como a Rússia e Síbéria. Entretanto, é necessário mais pesquisa de campo, para investigar se a Tanana do Ártico também habita territórios mais para o leste do noroeste do Canadá.
As borboletas têm sangue frio, o que significa que elas não regulam a sua própria temperatura corporal, mas assumem a temperatura do ambiente, dessa forma, muitas espécies não podem sobreviver abaixo do ponto de congelamento. As borboletas do Ártico no entanto, são conhecidas por sobreviver em ambientes extremamentes frios, devido a uma solução natural anti-congelamento produzida nos seus corpos. Por esta razão, as borboletas reagem extremamente rápido ás mudanças no clima. A equipa de pesquisadores da Flórida afirma que a Tanana do Ártico pode servir como um primeiro indicador de alerta das mudanças climáticas que ocorrem no ermo do Alasca.


Fonte: http://www.eatglobe.pt/news/animals/1592-new-butterfly-species-discovered-in-alaska.html