Este blog é dedicado a todos os amantes da Natureza e ao público em geral. Mas principalmente aqueles que se interessam pelo fascinante mundo dos Lepidópteros (Borboletas). Além de tudo, este blog é um guia onde o leitor poderá conhecer e identificar as mais variadas espécies de borboletas existentes um pouco por todo o mundo.

CICLO DE VIDA DA BORBOLETA


. O ciclo de vida de uma borboleta consiste em quatro fases diferentes: ovo, lagarta, crisálida (ou pupa) e adulto. A duração, desde o ovo ao adulto, varia muito com as espécies. Pode ser de poucas semanas, se o insecto vive em condições de temperatura elevada, ou pode levar vários anos. Algumas vezes, quase todo o ciclo é oculto á vista humana. Por exemplo, algumas lagartas da família dos Cossídeos podem passar meses, ou mesmo anos, no estado larvar dentro do tronco de uma árvore, onde mais tarde irá emergir o insecto já adulto.
Outras espécies vivem mais expostas. Estas vulgarmente, ou estão bem camufladas, ou têm um gosto desagradável que afasta os predadores.

- DO OVO Á LAGARTA -

. Após o acasalamento, a fêmea começa a procurar um local adequado para depositar os ovos. O seu número varia segundo a espécie, desde algumas centenas até vários milhares. Também o seu tamanho, cor e textura varia consoante a espécie, os quais podem ser lisos ou maravilhosamente esculpidos. Em muitos casos as fêmeas põem os ovos em folhas ou ramos, mas algumas espécies, em particular as que se alimentam de plantas herbáceas, deixam simplesmente cair os ovos durante o voo.
O seu desenvolvimento depende da temperatura do clima e da espécie. Temperaturas inferiores a 0º C ou superiores a 40º C podem matar o embrião. Em geral o tempo necessário para eclodirem varia entre 10 a 20 dias. Logo que saem do ovo as lagartas começam a comer a casca, pois muitas não se podem desenvolver se não o tiverem feito, pois contém nutrientes que são necessários para o seu desenvolvimento.


                         . Diferentes tipos de ovos de borboleta.


               . Lagartas recém nascidas devoram a casca dos ovos.

- DE LAGARTA A CRISÁLIDA -

. Durante esta fase, a função da lagarta é comer e não ser comida, assim se pode resumir a sua vida. Pois a larva tem que comer para crescer e acumular energia para a sua posterior transformação em insecto adulto. Durante o seu crescimento, ela muda várias vezes de pele ou (tegumento) para dar lugar a um novo, mais elástico, no interior do qual pode crescer.
As lagartas em geral são muito activas e necessitam de alimento e oxigénio, mas não têm pulmões como os mamíferos. O ar entra através de aberturas chamadas de estigmas, existentes nos lados do corpo, e passa através de tubos ou traqueias, donde é extraído o oxigénio. As lagartas têm um sistema nervoso com um «cérebro» primitivo ou Glânglio cerebral na cabeça. A própria cabeça é equipada com órgãos sensoriais que informam a lagarta do que deve fazer no mundo que a rodeia. Estes incluem antenas curtas e por vezes ocelos simples, sensíveis á luz, com forma semi-circular. Na cabeça existem mandíbulas robustas, necessárias para triturar o alimento. Uma característica essencial das lagartas, que não existe nos adultos, é a sua capacidade para produzir seda por glândulas especiais, forçando-a a sair através de fieiras, existentes por baixo da cabeça.
Para sobreviverem num mundo hostil, as lagartas adoptaram várias estratégias de defesa, entre as quais; uma boa camuflagem, alimentando-se de plantas que contêm venenos absorvendo as substâncias tóxicas, advertindo os seus predadores com cores vivas e exibindo pêlos urticantes que podem provocar reacções inesperadas.
As lagartas estão divididas em quatro grupos facilmente reconhecíveis: lagartas glabras, lagartas de pêlo curto, lagartas muito peludas e lagartas espinhosas e verrugosas.



                                     . Morfologia da lagarta.

. Assim que atingem a maturidade, as lagartas suspendem a alimentação e procuram um lugar adequado para se transformarem em crisálida (pupa) e, posteriormente em borboleta. As lagartas das borboletas nocturnas em geral, enterram-se no solo, onde constroem um casulo. Devido á escuridão, o insecto adulto tem de abrir caminho através da terra antes de sair para a luz do dia. Outras tecem o casulo entre as folhas das plantas, das árvores, ou ainda num rebordo de um muro.
As lagartas das diurnas por sua vez prendem-se num ramo, numa pedra ou outro local de forma cingulada, ou seja, tecem uma cinta de seda onde se vão prender de cabeça para cima. Outras suspendem-se livremente de cabeça para baixo e apenas se prendem ao suporte sedoso, através de pequenos ganchos existentes no décimo segmento. Depois de fixada ocorre a última mudança de pele (tegumento) onde irá surgir a crisálida. Para a maioria das crisálidas a esperança de sobreviver depende da adaptação da sua forma e cor ao ambiente, tentando assim passar despercebidas.


. Sequência da metamorfose da lagarta em crisálida.


. Algumas crisálidas de certas espécies são douradas ou prateadas reflectindo assim a luz e as cores do meio em que estão inseridas, produzindo assim, um tipo de camuflagem como neste caso parecendo-se com uma gota de orvalho.


. Casulo colado a uma folha onde esconde a crisálida de uma borboleta nocturna.


. Crisálida de borboleta nocturna enterrada na terra.

- O NASCIMENTO DA BORBOLETA -

. Esta fase de imobilidade absoluta é aparente, porque no interior da crisálida produz-se uma profunda metamorfose na formação definitiva do insecto adulto. Este estado pode durar semanas ou meses, dependendo da espécie ou do clima. É de notar que quando falta um dia ou dois para o insecto emergir, a crisálida torna-se transparente deixando assim ver um pouco do insecto que irá emergir. Quando a metamorfose termina, a crisálida fende-se e a borboleta emerge. As suas asas parecem pequenas pois estão dobradas e enrugadas. Para as poder abrir, o insecto bombeia o sangue através das nervuras e passados alguns minutos elas esticam-se e endurecem por completo, antes de começar o seu primeiro voo de vida como borboleta.


. Neste vídeo é possível assistir ao ciclo de vida completo da borboleta «monarca americana» - Danaus plexippus.






4 comentários:

  1. Muito bom o site!Aprendi bastante e consegui fazer o meu trabalho!Parabéns pelo site!:)))

    ResponderEliminar
  2. Amei tenho asclepias em casa e fico filmando as largatinhas minhas filhas. amei o texto aprendi mais sobre elas

    ResponderEliminar