Este blog é dedicado a todos os amantes da Natureza e ao público em geral. Mas principalmente aqueles que se interessam pelo fascinante mundo dos Lepidópteros (Borboletas). Além de tudo, este blog é um guia onde o leitor poderá conhecer e identificar as mais variadas espécies de borboletas existentes um pouco por todo o mundo.

domingo, 24 de abril de 2016

NOVA BORBOLETA DESCOBERTA NO ALASCA



. Uma nova espécie de borboleta foi descoberta recentemente no estado americano do Alasca, a primeira descoberta do tipo nos últimos 28 anos. O espécime pertence ao género Oeneis, cujos membros são vulgarmente conhecidos como borboletas do Ártico, e acredita-se ser a única borboleta endémica do Alasca.
O especialista em borboletas, Andrew Warren, da Universidade da Flórida, sugere que a borboleta recém descoberta possa ser uma híbrida, nascida de um cruzamento entre as espécies de Chryxus do Ártico e White-veined do Ártico, duas espécies relacionadas que se adaptaram ao clima frio do Ártico durante a última Era Glacial, por volta de 28.000 a 14.000 anos atrás.
A nova espécie de borboleta foi batizada de Tanana do Ártico, ou Oeneis tanana em Latim. De acordo com o relatório, ela estava escondida "debaixo dos narizes dos cientistas" por mais de 60 anos devido ás suas semelhanças físicas com a espécie Chryxus do Ártico. Isso até Warren perceber suas características distintas, enquanto organizava coleções de borboletas. 



. Na foto Andrew Warren






. Ele descobriu que a borboleta Tanana do Ártico é maior e mais escura que a Chryxus do Ártico e tem uma aparência "fosca", em razão das manchas brancas estendidas na parte inferior das suas asas. Também descobriu que o ADN da espécie é único, embora se pareça muito com o genes da borboleta White-veined do Ártico. Estes argumentos apoiam ainda mais a hipótese de que a Tanana do Ártico possa exibir traços híbridos. Warren afirma que isto pode revelar os segredos da história geológica da América do Norte ártica e a evolução das espécies híbridas, incomuns no mundo animal mas frequentes em plantas.

Outras espécies do género Oeneis são encontradas em lugares como a Rússia e Síbéria. Entretanto, é necessário mais pesquisa de campo, para investigar se a Tanana do Ártico também habita territórios mais para o leste do noroeste do Canadá.
As borboletas têm sangue frio, o que significa que elas não regulam a sua própria temperatura corporal, mas assumem a temperatura do ambiente, dessa forma, muitas espécies não podem sobreviver abaixo do ponto de congelamento. As borboletas do Ártico no entanto, são conhecidas por sobreviver em ambientes extremamentes frios, devido a uma solução natural anti-congelamento produzida nos seus corpos. Por esta razão, as borboletas reagem extremamente rápido ás mudanças no clima. A equipa de pesquisadores da Flórida afirma que a Tanana do Ártico pode servir como um primeiro indicador de alerta das mudanças climáticas que ocorrem no ermo do Alasca.


Fonte: http://www.eatglobe.pt/news/animals/1592-new-butterfly-species-discovered-in-alaska.html







domingo, 17 de abril de 2016

PAPILIO (PTEROURUS) HOMERUS - (Fabricius, 1793)



. Características: Considerada uma das maiores borboletas da sua família, esta pertence á família dos Papilionídeos (Papilionidae). As suas asas são negras, atravessadas por uma larga faixa amarela na zona discal das asas anteriores e posteriores. Apresenta também três pequenas manchas amarelas nas pontas das asas anteriores, e várias lúnulas azuis marginadas de vermelho-escuro, junto ás margens externas das asas posteriores, onde terminam em duas pequenas caudas. A face inferior é acastanhada, possuindo na mesma a faixa amarela nas asas anteriores, na qual, nas asas posteriores é quase ausente, e as manchas lunulares são negras marginadas de azul e vermelho-escuro. Ambos os sexos são idênticos, sendo a fêmea ligeiramente maior que o macho. A sua envergadura varia entre os 15 e os 17 cm de comprimento.




. Habitat: É uma espécie endémica da Jamaica. Habita as florestas tropicais das zonas montanhosas da ilha, onde é vista a esvoaçar na copa das árvores, ou pousada entre a folhagem das árvores e arbustos.


. Período de voo: Pode ser observada em maior número entre os meses de Junho e Agosto, produzindo duas gerações no ano.









. Alimentação: A lagarta nos primeiros instares do seu crescimento, assemelha-se ao excremento de uma ave. Sendo manchada de castanho, negro e branco, e possui pequenos tubérculos espinhosos sobre o dorso. Mais tarde e nos últimos instares, torna-se castanha manchada de verde, exibindo duas manchas unidas em forma de olhos no segundo segmento a seguir á cabeça, adotando assim um aspeto intimidador e semelhante ao de uma pequena serpente. Alimenta-se exclusivamente das plantas Hernandia Jamaicensis e Hernandia catalpifolia, ambas endémicas da Jamaica. Na fase da metamorfose, tece uma cinta de seda onde se fixa de cabeça para cima, num ramo ou folha da planta hospedeira.












. Observação importante: É uma espécie ameaçada de extinção. As populações desta espécie tem vindo a diminuir ao longo dos últimos 30 anos, e só foram encontradas em dois locais da Jamaica. As suas principais ameaças são a destruição do seu habitat, a coleta e venda comercial, a mortalidade por vespas parasitas do género Chrysonotomyia, e infeção bacteriana das lagartas e pupas. Está listada na Convenção para o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) Apêndice I, o que significa que não pode ser legalmente vendida fora da Jamaica.
(O governo e organizações de conservação da natureza, tem vindo a elaborar projetos para salvar a espécie, como por exemplo , a criação em cativeiro).

. Curiosidades: Selos representando a espécie endémica da Jamaica.







. Moeda cunhada com a borboleta Papilio Homerus.


video






domingo, 10 de abril de 2016

MEMPHIS MORUUS - (Fabricius, 1775)


. Características: Esta bonita borboleta diurna pertence á família dos Ninfalídeos (Nymphalidae). As suas asas são de um negro aveludado, com um manto de azul-turquesa iridescente, desde a margem interna estendendo-se até ao centro. Possui também três ou quatro pintas azuis na região subapical das asas anteriores. A margem interna das asas anteriores são fortemente recortadas, fazendo lembrar uma "foice". As asas posteriores são igualmente negras com reflexos azuis, onde terminam em duas pequenas caudas. A face inferior apresenta um padrão mimético com o meio que a rodeia, assemelhando-se assim a uma folha morta, á casca de uma árvore, ou a uma pedra. As fêmeas são idênticas, no entanto apresentam apresentam um padrão um pouco mais claro, e são ligeiramente maiores que os machos. A sua envergadura varia entre os 5 e os 6 cm de comprimento.


. Habitat: Habita vários tipos de florestas tropicais da América Central e do Noroeste da América do Sul, até cerca dos 800 metros de altitude. Onde passa a maior parte do tempo a esvoaçar na copa das árvores, ou pousada na folhagem, apanhar banhos de sol por breves minutos. É por vezes encontrada em locais húmidos, onde costuma absorver os sais mineralizados, ou alimentar-se de fruta em decomposição e excrementos de animais. Está presente no México, Guatemala, Costa Rica, Norte da Argentina, Panamá, Colômbia, Equador, Peru, Brasil e Guiana.

. Período de voo: Pode ser encontrada ao longo de quase todo o ano, em várias gerações, dependendo da região.












. Alimentação: As lagartas são de aspeto aspeto tubular, de cor castanho-esverdeadas, com minúsculas pintas brancas e cobertas por minúsculos pelos esbranquiçados. Apresentam também na cabeça pequenas excrescências granuladas. Costumam construir um abrigo enrolando-se numa folha com fios de seda que tecem, e permacem aí escondidas com a cabeça virada para a entrada, quando não se estão a alimentar. Na fase de pré-pupa, estas tornam-se verdes claras. Na fase da transformação em pupa, estas tecem um tapete de seda numa folha ou ramo da planta hospedeira, onde se penduram de cabeça para baixo. Alimentam-se de algumas espécies de árvores do género Nectandra, da família (Lauraceae).








. Observação importante: A forma fortemente recortada da margem interna das asas anteriores, caracterizam esta espécie. Existem cerca de 60 espécies do género Memphis, todas elas da região neotropical.






domingo, 3 de abril de 2016

DRYOCAMPA RUBICUNDA - (Fabricius, 1793)


. Características: Esta bonita borboleta nocturna pertence á família dos Saturnídeos (Saturniidae). É uma espécie extremamente variável na cor. Podendo ir do branco não marcado, passando pelo rosa-claro, até ao rosa-choque. Normalmente as suas asas anteriores são de cor rosa-avermelhadas ou rosa-púrpura, atravessadas no centro por uma faixa triangular amarela. As posteriores são geralmente amarelo-claro, no entanto, podem por vezes apresentar nas suas extrewmidades umafaixa rosa-claro. O seu corpo peludo semelhante a lã, é amarelo, enquanto a parte inferior do seu abdómen e as patas são rosa. Os machos possuem antenas plumosas. Ambos os sexos são idênticos. A sua envergaduravaria entre os 3,5 e os 5 cm de comprimento.


. Habitat: Habita as florestas de folha caduca das regiões temperadas do Leste da América do Norte.

. Período de voo: Nas regiões mais a Norte, voa uma geração de Maio a Julho. Nas regiões mais a Sul, ocorre duas gerações perlongando-se até Setembro.












. Alimentação: As lagartas são gregárias e vivem em comunidade nos primeiros instares de vida, tornando-se solitárias nos últimos instares do seu crescimento. No início, são amarelas com cabeças pretas. Depois, tornam-se amarelo-esverdeadas, com várias linhas longitudinais de cor verde-escuro ao longo do corpo, e uma pequena mancha castanho-avermelhada na zona lateral dos últimos segmentos do corpo. As suas cabeças são igualmente castanho-avermelhadas, possuindo ainda dois apêndices de cor negra, em forma de pequenas antenas no segundo segmento atrás da cabeça, e espinhos curtos e negros na zona lateral do corpo. Alimentam-se de várias espécies de árvores entre a quais; Acer rubrum, Acer saccharum, Acer saccharinum, Acer negundo, e Quercus laevis. Na fase da metamorfose a lagarta desce até ao solo para pupar numa câmara subterrânea. A pupa hiberna nos meses rigorosos do Inverno.










. Observação mportante: Como todos os Saturnídeos, esta espécie também não se alimenta no estado adulto. Por isso, o seu tempo de vida é relativamente curto, cerca de uma semana. Tempo suficiente para se reproduzir e recomeçar o seu ciclo de vida.