Este blog é dedicado a todos os amantes da Natureza e ao público em geral. Mas principalmente aqueles que se interessam pelo fascinante mundo dos Lepidópteros (Borboletas). Além de tudo, este blog é um guia onde o leitor poderá conhecer e identificar as mais variadas espécies de borboletas existentes um pouco por todo o mundo.

domingo, 25 de outubro de 2015

ACTIAS LUNA - (Linnaeus, 1758)



. Características: Esta bonita borboleta nocturna de tons pastel, pertence á família dos Saturnídeos (Saturniidae). As suas asas são de um bonito verde-pálido cor de pastel, exibindo um par de ocelos nas asas anteriores e outro no centro das asas posteriores, que são contornados a preto. As margens das suas asas também são contornadas a castanho-rosado, onde exibe duas longas caudas alares nas asas posteriores. O seu corpo grosso e peludo é branco-creme, com as patas castanho-rosadas. Ambos os sexos são idênticos, mas os machos distinguem-se das fêmeas, por possuírem grandes antenas pectinadas. A sua envergadura varia entre os 8 e os 11,5 cm de comprimento.



. Habitat: Sendo uma das maiores borboletas nocturnas da América do Norte, esta distribui-se pelo Norte da América até ao norte do México e Florida. Pode ser encontrada em áreas florestais onde exista as suas árvores hospedeiras.


. Período de voo: No norte produz apenas uma geração, voando de Junho a Julho. Mais a sul, ocorre duas gerações de Abril a Julho.










. Alimentação: As lagartas nos primeiros instares de vida são verdes, com várias protuberâncias com espinhos no dorso de cor castanho-alaranjado, que vão desaparecendo á medida que vão crescendo. Apresentam também uma risca de cor branco-amarelado na zona lateral do corpo. Possuem fortes mandíbulas que utilizam para triturar as folhas das árvores de que se alimentam. Entre algumas dessas árvores estão a Betula papyrifera, Juglans, Carya, Rhus, Liquidambar styraciflua, Diospyros virginiana. Na fase da metamorfose constroem um casulo de seda de cor castanha, que aderem entre as folhas das árvores, onde irão pupar no seu interior. Mais tarde a borboleta irá romper esse casulo para sair para o mundo exterior.







. Observação importante: O tempo de vida dos adultos é relativamente curto, em média uma semana. Como não têm aparelho bucal ou espiritrompa, não podem alimentar-se. Assim, vão gastando as reservas acumuladas enquanto eram lagartas. A sua única função durante estes poucos dias de vida é encontrar um companheiro(a), acasalar, e dar início a um novo ciclo de vida. Assim, as fêmeas exalam feromonas sexuais para atrair os machos, e estes por sua vez captam-nas com as suas grandes antenas plumosas e vão ao seu encontro. Á noite são atraídas pela luz artificial.




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domingo, 18 de outubro de 2015

TROGONOPTERA BROOKIANA - (Wallace, 1855)



. Características: Sendo considerada a borboleta nacional da Malásia, esta bonita e exótica borboleta pertence á família dos Papilionídeos (Papilionidae). As suas asas anteriores são longas e estreitas, em relação ás posteriores. São pretas aveludadas, atravessadas por uma faixa de manchas em forma de "dentes" ou "pontas de folhas" de cor verde-metalizado brilhante, e que vão de uma ponta á outra das asas. A face inferior é idêntica, no entanto, as asas posteriores não possuem manchas verdes mas sim, algumas manchas brancas na suas extremidades. Possui também algumas nervuras com reflexos azuis-metalizados. O seu corpo é negro com faixas vermelhas, igualmente como o seu tórax logo a seguir á cabeça. As fêmeas por sua vez são diferentes dos machos. Estas são castanhas, com a faixa verde menos brilhante, possuindo também manchas brancas por entre as nervuras das pontas das asas anteriores e posteriores. A face inferior é idêntica á superior. A sua envergadura varia entre os 15 e os 17 cm de comprimento, sendo as fêmeas ligeiramente maiores que os machos.



. Habitat: Habita as florestas tropicais do Bornéu, Indonésia, Tailândia, Myanmar e pequenas ilhas a oeste de Sumatra. É comum vê-la, principalmente os machos, em grandes grupos pousados em bancos de areia na margem dos rios, ou em nascentes de água quente, sugando os saias minerais. As fêmeas são mais esquivas, refugiando-se na copa das árvores ou por entre a folhagem da vegetação.


. Período de voo: Possui um voo rápido e vigoroso, estando activa durante quase todo o ano.
















Alimentação: A lagarta quando chega ao último instar, torna-se castanho-escura, com manchas esbranquiçadas em alguns segmentos do corpo, onde é adornada por inúmeros e longos tubérculos. Como todas as lagartas de Papilionídeos, possui um órgão defensivo semelhante a uma "língua bifurcada" chamado de osmeterium, que segrega um ácido com um odor repelente, e que projecta para fora do corpo quando se sente ameaçada. Na fase da metamorfose, a lagarta tece uma cinta de seda onde se prende a uma folha ou ramo para se transformar em crisálida. Alimenta-se de Aristolochia acuminata e Aistolochia foveolata.






. Observação importante: É uma borboleta que está ameaçada pela perda de habitat, devido á destruição das florestas tropicais, para dar lugar á construção de urbanizações e cultivo de agricultura. Ou ainda, pela captura e venda ilegal destes magníficos insectos.

É uma espécie que está agora protegida, e está listada no Apêndice II da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens). O que significa que a exploração internacional é restrita a quem tenha sido concedida uma licença.



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domingo, 11 de outubro de 2015

CETHOSIA HYPSEA HYPSINA - (C.& R. Felder, 1867)



. Características: Esta colorida borboleta pertence á família dos Ninfalídeos (Nymphalidae). O lado superior das asas são pretas, com uma faixa transversal de cor branca nas asas anteriores, e uma área basal laranja-avermelhada. As fêmeas distinguem-se dos machos por possuir a área laranja mais pálida e com três ou quatro pintas pretas no seu centro, e umas mancha branca junto á área laranja nas asas anteriores. O lado inferior é laranja-avermelhado, com faixas brancas e várias listras de cor preta. Em ambos os sexos as margens das asas posteriores são fortemente recortadas e delineadas de cor branca. A sua envergadura varia entre os 7 e os 8 cm de comprimento. Existem várias subespécies idênticas deste género de borboletas.



. Habitat: Distribui-se pelo sudeste asiático, desde a Birmânia ou Myanmar até Singapura e ilhas vizinhas. Habita as clareiras das florestas tropicais, reservas naturais, trilhos e caminhos.


. Período de voo: Voa durante quase todo o ano em várias gerações.











. Alimentação: As lagartas desta espécie são gregárias, vivendo em grandes grupos sobre a planta hospedeira. Possuem uma coloração vermelho-escura ou cor-de-vinho, com um anel de cor branco a meio do corpo, e longos e finos espinhos pretos. Na fase da metamorfose, estas prendem-se de cabeça para baixo a um ramo ou folha, para aí se transformarem em crisálidas. Alimentam-se principalmente de Adenia macrophylla da família Passifloraceae.








. Observação importante: As lagartas desta espécie além de estarem armadas com longos e finos espinhos, possuem uma coloração que serve de aviso aos predadores em como são tóxicas.



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domingo, 4 de outubro de 2015

GRAPHIUM AGAMEMNON - (Linnaeus, 1758)



. Características: Sendo uma das mais comuns do seu género, esta borboleta diurna pertence á família dos Papilionídeos (Papilionidae). Possui asas castanho-escuras quase negras, com manchas de cor verde-maçã de vários tamanhos, espalhadas longitudinalmente por toda a asa. No entanto, possui uma faixa de manchas verdes desde a base interna das asas, que se estendem transversalmente na vertical junto ao corpo. Possui ainda duas pequenas caudas alares nas asas posteriores. A face inferior das asas é idêntica á superior, sendo no entanto, de cor castanha com reflexos rosados ou arroxeados, e possui ainda duas pequenas lúnulas de cor rosa-avermelhado na base das asas posteriores. Ambos os sexos são idênticos e a sua envergadura varia entre os 7 e os 8 cm de comprimento.



. Habitat: Pode ser encontrada em habitats abertos como, clareiras de florestas, jardins, margens de rios, areias de praias fluviais, onde por vezes pode ser observada a sugar os sais minerais do solo húmido. Distribui-se pelo Sri Lanka, Índia, ilhas Andamão e Nicobar, Bangladesh, S. China e Indonésia, Filipinas, Nova Guiné e ilhas Salomão. Até aos 500 metros de altitude.


. Período de voo: Na fase do acasalamento é comum vê-las a esvoaçar em círculos, na copa das árvores ou arbustos floridos, onde os machos utilizam pontos estratégicos para perseguir as fêmeas. Possui um voo vigoroso e rápido, principalmente quando se alimenta de flor em flor. Voa durante quase todo o ano, em várias gerações.











. Alimentação: Como todas as lagartas de papilionídeos esta possui um corpo fusiforme e a sua aparência vai mudando durante o seu crescimento. Assim e quando jovem, esta é escura com uma mancha branca na zona dorsal, e possui três espinhos de cada lado e junto á cabeça, e outros dois na cauda no último segmento do corpo. Á medida que vai crescendo até chegar ao último instar, vai mudando de cor, ficando cada vez mais clara. Assim torna-se castanho-esverdeada e a mancha branca vai desaparecendo, dando lugar á cor verde com pequenas pintas escuras. Os espinhos também vão diminuindo de tamanho. Na fase da metamorfose, tece uma cinta de seda onde se fixa numa folha ou amo na posição vertical. Alimenta-se de Annona muricata, Michelia alba, Annona cherimola, Polyathia longifólia, P. pendula, Pseuduvaria froggatti, entre outras.






 . Observação importante: Como todas as lagartas da sua família, possui uma glândula bifurcada atrás da cabeça chamada de osmetério, e que projecta para fora do corpo sempre que é perturbada por algum intruso. Esta glândula segrega um líquido com um odor desagradável, e serve para afastar os predadores, advertindo-os que não é comestível.


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